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Capela da Caridade
Virtude Teologal · 7

Caridade

Caritas
O LIMIAR

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tivesse caridade, seria como bronze que soa ou como címbalo que retine. — 1Cor 13, 1

Chegamos ao fim da peregrinação. Ou ao início: porque a caridade não é a última virtude no sentido de quem termina uma escada. É a primeira no sentido de quem dá sentido a todas as outras.

Santo Tomás chama-a de forma de todas as virtudes: a caridade não se soma às outras como mais um andar. Penetra-as por dentro e dá-lhes vida. Uma prudência sem caridade é cálculo frio. Uma justiça sem caridade é legalismo. Uma fortaleza sem caridade é brutalidade. Uma temperança sem caridade é rigidez. Uma fé sem caridade é informação estéril. Uma esperança sem caridade é egoísmo que quer o céu para si. A caridade é o sangue que corre em todas as veias.

São Paulo resume: "Agora permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três. Mas a maior delas é a caridade" (1Cor 13, 13). E São João, numa das frases mais curtas e mais densas da Escritura: "Deus é amor" (1Jo 4, 8). Não "Deus tem amor." Deus é amor. A caridade não é um atributo de Deus entre outros. É o nome próprio de Deus.

São Bernardo de Claraval, no De Diligendo Deo, foi perguntado: qual é a medida do amor a Deus? E respondeu: "A medida de amar a Deus é amá-lo sem medida." Não há teto. Não há excesso. Não há "justo meio." A caridade é a única virtude em que o máximo é sempre pouco.

O QUE É — E O QUE NÃO É

O que não é

A caridade não é sentimento. O sentimento vai e vem. A caridade permanece. Pode-se amar sem sentir ternura, sem sentir consolação, sem sentir nada. Cristo na cruz não sentia ternura pelos seus carrascos quando disse: "Pai, perdoai-lhes" (Lc 23, 34). Sentia dor. A caridade operava acima da dor, como decisão da vontade, não como emoção.

A caridade não é filantropia. A filantropia ama a humanidade em abstrato. É fácil amar a humanidade; difícil é amar o vizinho. Dostoiévski, nos Irmãos Karamázov, põe na boca de um personagem a confissão mais honesta sobre este tema:

"Quanto mais amo a humanidade em geral, menos amo as pessoas em particular. Nos meus sonhos, concebia planos apaixonados de servir a humanidade. Mas sou incapaz de viver dois dias no mesmo quarto com quem quer que seja." — Dostoiévski, Irmãos Karamázov A caridade cristã não é projeto social. É encontro concreto com a pessoa que está diante de mim.

A caridade não é tolerância universal. A cultura contemporânea confunde amor com aceitação incondicional de tudo. Mas o amor verdadeiro nem sempre aceita; por vezes corrige, confronta, diz "não." O pai que nunca diz "não" ao filho não o ama; abandona-o. Jesus, que é o amor encarnado, expulsou mercadores do Templo, chamou os fariseus de sepulcros caiados e disse a Pedro: "Afasta-te de mim, Satanás" (Mt 16, 23). O amor que nunca incomoda não é amor; é indiferença educada.

A caridade não é dar o que sobra. São Josemaría cortava fundo: "A caridade não é dar o que nos sobra; é dar o que nos custa." A viúva do Evangelho lançou duas moedinhas no cofre do Templo — tudo o que tinha para viver — e Jesus disse que deu mais do que todos os ricos, "porque todos deram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua indigência, deu tudo o que tinha" (Mc 12, 44). A caridade se mede pelo custo, não pela quantidade.

O que é

O Catecismo define: "A caridade é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas por Ele mesmo, e ao próximo como a nós mesmos, por amor de Deus" (n. 1822).

Santo Tomás define com uma expressão que surpreende: Caritas est amicitia quaedam hominis ad Deum — a caridade é uma certa amizade do homem com Deus. Não disse "obediência a Deus" nem "serviço a Deus." Disse amizade. A amizade exige reciprocidade: o amigo conhece o amigo, gosta do amigo, partilha a vida com o amigo. A caridade é isso entre o homem e Deus: Deus se revela ao homem (fé), o homem se entrega a Deus (caridade), e partilham uma vida (graça).

Jesus confirma: "Já não vos chamo servos, mas amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai vos dei a conhecer" (Jo 15, 15). A relação não é de escravo e senhor. É de amigos. Amigos desiguais — infinitamente desiguais — mas amigos. E a caridade é o que torna essa amizade possível do lado humano.

Bento XVI, na encíclica Deus Caritas Est, acrescenta uma dimensão que a tradição ascética por vezes esqueceu: a caridade integra eros e agape. O amor ascendente (que deseja, que busca, que se eleva ao amado) e o amor descendente (que se doa, que se esvazia, que desce ao amado). São dois movimentos do mesmo amor, não dois amores diferentes. O eros sem agape torna-se egoísmo possessivo. O agape sem eros torna-se dever frio. A caridade madura integra os dois: recebe com gratidão e doa com generosidade. Deseja Deus (eros) e se entrega a Deus (agape).

A ANATOMIA DA VIRTUDE

A forma de todas as virtudes

Santo Tomás explica o que significa dizer que a caridade é "a forma" das outras virtudes. Não significa que substitui as outras. Significa que lhes dá a finalidade última. Uma pessoa pode ser justa por medo da punição — isso é justiça sem caridade. Pode ser justa por amor a Deus e ao próximo — isso é justiça informada pela caridade. O ato exterior pode ser o mesmo; a raiz é diferente. E a raiz determina o valor.

São Paulo diz que sem caridade, todo o resto — profecia, conhecimento, fé que move montanhas, distribuição de todos os bens aos pobres, entrega do corpo ao fogo — é nada (1Cor 13, 1-3). Não "pouco." Nada. Uma vida inteira de virtudes aparentes, sem a raiz da caridade, é como uma árvore cheia de folhas e sem fruto.

A ordem da caridade

Santo Tomás trata de um tema que poucas pessoas consideram: existe uma ordem na caridade. Não se ama tudo e todos da mesma maneira. A ordem é:

Primeiro, Deus. Acima de tudo e de todos. "Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua mente" (Mt 22, 37). O "com todo" não admite exceção.

Segundo, nós mesmos. "Amarás o próximo como a ti mesmo" (Mt 22, 39). O "como a ti mesmo" pressupõe um amor próprio reto. Quem não se ama (no sentido cristão: quem não cuida da própria alma, da própria salvação) não pode amar o próximo. O ódio a si mesmo não é humildade; é desordem.

Terceiro, o próximo. E dentro do próximo, há gradações naturais: a família antes dos estranhos, os amigos antes dos desconhecidos, os que estão perto antes dos que estão longe. Não porque os distantes valham menos, mas porque a caridade é concreta: começa onde estou, com quem convivo.

Santa Teresinha entendia isso com a clareza dos simples. A sua caridade não se exercia em projetos grandiosos, mas no trato diário com as irmãs do Carmelo. Suportar a irmã que fazia barulho ao lavar louça. Sorrir à irmã antipática que ninguém queria como companheira. Ceder o melhor lugar no refeitório. "Na minha pequena via, tudo é amor." A grandeza não está no tamanho do gesto, mas no amor com que é feito.

Caridade e compreensão

O Padre Faus, em Tornar a Vida Amável, situa a caridade onde ela mais se prova: no modo de ver o outro.

Conta a cena de Lucas 7: a pecadora na casa de Simão. Dois olhares sobre a mesma mulher.

Simão vê a pecadora. Recua com desprezo. Pensa: "Se este homem fosse profeta, saberia quem é esta mulher."

Jesus vê o arrependimento. Vê as lágrimas, o perfume, os beijos nos pés. E diz: "Os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou."

A pergunta que fica: com que olhos olhamos? São Josemaría aconselhava: "Muitos focalizam as pessoas com as lentes deformadas dos seus próprios defeitos" (Sulco, n. 644). O mau humor, o rancor, a inveja, a decepção são lentes estragadas que deformam o próximo. A caridade limpa as lentes.

O Padre Faus observa: "Se víssemos as pessoas como Deus as vê, choraríamos de pena pelas nossas faltas de compreensão." Santa Teresinha dizia às suas noviças:

"Devemos sempre julgar os outros benignamente, porque o que parece aos nossos olhos negligência pode muitas vezes ser um ato de heroísmo aos olhos do Senhor." — Santa Teresinha de Lisieux

Caridade e correção

Mas compreender não é tolerar tudo. O Padre Faus insiste: "Um dos aspectos mais nobres da compreensão é saber corrigir." Jesus manda: "Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e corrige-o a sós" (Mt 18, 15). São Paulo: "Admoestai-o em espírito de mansidão" (Gl 6, 1). A correção feita com amor é caridade. O silêncio covarde diante do erro alheio é abandono.

Faus enumera os que não corrigem bem: o egoísta indiferente ("isso é lá com ele"), o sentimental mole que tudo tolera para não desagradar, o irado que confunde correção com bronca. Só o coração que ama corrige bem. "Só quem quer o bem do próximo deseja dar-lhe a mão que ajuda."

O livro dos Provérbios: "Melhor é a correção manifesta do que uma amizade fingida" (Pr 27, 5). São Josemaría: "Seria deslealdade calar-se, fingir, sorrir na cara e criticar pelas costas."

O dom do Espírito Santo: Sabedoria

O dom que aperfeiçoa a caridade é a Sabedoria — não o conhecimento intelectual, mas o sabor de Deus. A palavra latina sapientia vem de sapere, saborear. O sábio, no sentido do Espírito Santo, é o que saboreia Deus. Conhece-O não apenas com a mente, mas com o coração. Vê todas as coisas à luz de Deus e as ordena por amor a Deus.

É o dom mais elevado porque corresponde à virtude mais elevada. A caridade ama Deus; a sabedoria saboreia esse amor.

AS SOMBRAS

Vícios opostos

  • O ódio a Deus — o mais grave de todos os pecados. Raro na forma explícita, mas presente na forma implícita: a vida vivida como se Deus fosse inimigo, como se os seus mandamentos fossem obstáculos à felicidade.

  • O ódio ao próximo — Cristo coloca este vício na raiz do homicídio: "Todo o que odeia o seu irmão é homicida" (1Jo 3, 15). O ódio mata com o olhar que despreza, a palavra que destrói, o silêncio que abandona.

  • A acédia (acedia) — a tristeza diante do bem divino. O acedioso não odeia Deus; cansa-se Dele. A oração pesa, a missa aborrece, a vida espiritual parece monótona. Santo Tomás a classifica como pecado capital porque gera muitos outros: malícia, rancor, pusilanimidade, desespero, torpeza em relação aos mandamentos.

  • A inveja — a tristeza diante do bem do outro. Não é desejo de ter o mesmo (isso pode ser emulação legítima). É tristeza porque o outro tem. O invejoso não quer subir; quer que o outro desça. Santo Tomás: a inveja se opõe diretamente à caridade, que se alegra com o bem do próximo.

  • A discórdia e o cisma — a ruptura da unidade que a caridade constrói. A discórdia divide corações; o cisma divide a Igreja.

O amor que custa

A maior tentação contra a caridade não é o ódio. É a comodidade. Amar quando é fácil, quando agrada, quando retribui — isso qualquer um faz. Jesus: "Se amais os que vos amam, que mérito tendes? Também os pecadores amam os que os amam" (Lc 6, 32).

O teste da caridade é o custo. O que dou quando me custa tempo. O que perdoo quando me custa orgulho. O que suporto quando me custa paciência. O que faço quando ninguém vê e ninguém agradece.

Dostoiévski, pela voz do Stárets Zósima nos Irmãos Karamázov, deu a definição mais assustadora do inferno: "O inferno é o sofrimento de não poder mais amar." Não fogo, não trevas, não demónios. A incapacidade de amar. A alma fechada em si mesma para sempre. Se a caridade é a vida de Deus em nós, a ausência de caridade é a morte eterna — não como castigo imposto de fora, mas como consequência interior de quem se recusou a amar.

O TESTEMUNHO
Retrato de São Francisco de Assis

El Greco (séc. XVI) · Domínio público

São Francisco de Assis
1182–1226
Coração ardente
Santo Patrono

São Francisco de Assis (1182–1226)

Giovanni di Pietro di Bernardone. Filho de um comerciante rico de Assis. Jovem mundano, festeiro, ambicioso. Sonhava com a glória militar. Foi para a guerra contra Perugia e voltou prisioneiro, doente, mudado.

O momento da conversão não foi uma iluminação repentina. Foi um encontro físico. Cavalgando nos arredores de Assis, encontrou um leproso. Francisco, que tinha horror a leprosos, desmontou do cavalo, aproximou-se e abraçou-o. Depois escreveu: "O que antes me parecia amargo se converteu em doçura da alma e do corpo." Não foi um gesto poético. Foi uma decisão que lhe causava repugnância física. A caridade operou contra o instinto.

Depois veio o despojamento. Diante do bispo de Assis e do pai furioso que o acusava de esbanjar os bens da família, Francisco tirou a roupa — toda a roupa — e devolveu ao pai: "Até agora te chamei pai na terra. Doravante direi: Pai Nosso que estais no Céu." Não estava protestando. Estava se libertando. Enquanto tinha algo a proteger, tinha algo a perder, e isso limitava a liberdade de amar. A pobreza de Francisco não era programa social; era condição para amar sem reservas.

Os estigmas vieram depois: as chagas de Cristo impressas no corpo de Francisco. Os últimos anos, quase cego, compôs o Cântico das Criaturas: "Louvado sejais, meu Senhor, com todas as vossas criaturas, especialmente o senhor Irmão Sol." A caridade que começou com o abraço ao leproso se estendeu a toda a criação.

Francisco não é patrono da caridade porque foi simpático. É patrono porque amou até onde dói. Até a pobreza total. Até as chagas. Até a cegueira. Até o fim.

São Bernardo e os quatro graus do amor

São Bernardo, no De Diligendo Deo, traça o itinerário do amor em quatro graus:

Primeiro grau: o homem ama-se a si mesmo por si mesmo. É o ponto de partida. Não é pecado; é natureza. Mas se ficar aqui, é egoísmo.

Segundo grau: o homem ama a Deus por si mesmo — porque Deus lhe faz bem, porque precisa d'Ele, porque quer o que Deus dá. Ainda é amor interessado, mas já se volta para Deus.

Terceiro grau: o homem ama a Deus por Deus — não pelo que Deus lhe dá, mas pelo que Deus é. O amor se purifica. Já não busca recompensa; busca o Amado.

Quarto grau: o homem ama-se a si mesmo por Deus — vê-se como criatura amada por Deus e ama-se pelo amor que Deus lhe tem. É a perfeição da caridade. São Bernardo reconhece que "não sei se é possível atingi-lo plenamente nesta vida." Mas é o horizonte.

Fulton Sheen e a caridade consumada

Sheen correlaciona a caridade com a última palavra de Cristo na cruz: "Está consumado" (Jo 19, 30). Consummatum est. A caridade de Cristo se consuma — se completa, se esgota, se entrega — na cruz. Não sobrou nada. Deu tudo. Sangue, água, espírito. A caridade não se mede pelo que se sente, mas pelo que se dá. E Cristo deu tudo.

O CAMINHO

Como crescer na caridade

Amar em atos, não em palavras. São João: "Filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e em verdade" (1Jo 3, 18). A caridade sem atos é discurso. Perguntar-se todo dia: que ato concreto de amor pratiquei hoje?

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Começar por quem está perto. A ordem da caridade de Santo Tomás não é sugestão; é estrutura. O cônjuge, os filhos, os pais, os colegas. A caridade que sonha com projetos grandiosos mas não suporta o vizinho é fantasia. Dostoiévski: "Quanto mais amo a humanidade em geral, menos amo as pessoas em particular."

Limpar as lentes. Os defeitos próprios deformam a visão do outro. São Josemaría: "Muitos focalizam as pessoas com as lentes deformadas dos seus próprios defeitos." Antes de julgar alguém, perguntar: que defeito meu está a distorcer o meu olhar?

Perdoar. Não como sentimento, mas como decisão. O perdão pode custar anos. Mas começa no instante em que se decide não retribuir o mal com mal. Cristo perdoou na cruz — sem esperar arrependimento, sem esperar pedido, sem esperar nada.

Corrigir com amor. Não calar por comodismo. Não explodir por irritação. Falar a verdade com mansidão, a sós, com o objetivo de ajudar. "Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e corrige-o a sós" (Mt 18, 15).

Dar o que custa. Não o que sobra. Tempo, atenção, dinheiro, conforto, orgulho. A viúva pobre deu duas moedinhas e deu mais do que todos os ricos.

Alimentar-se na Eucaristia. A caridade é participação no amor de Deus. A Eucaristia é a fonte desse amor. Sem ela, a caridade seca.

Exame de consciência
  1. Amei hoje a Deus com atos concretos — oração, sacrifício, obediência — ou apenas com boas intenções e palavras?

  2. Tratei alguma pessoa como meio para um fim meu — para obter algo, para parecer bem, para evitar um incômodo — em vez de amá-la como fim em si mesma?

  3. Perdoei quem me ofendeu, ou carrego rancores que me pesam e que nunca levo à confissão?

  4. Pratiquei caridade que me custou algo real — tempo, dinheiro, conforto, orgulho — ou apenas dei o que sobrava?

  5. Olhei para alguém hoje com os olhos de Simão — desprezando, julgando — em vez de olhar com os olhos de Cristo?

  6. Corrigi quem precisava ser corrigido, ou calei por covardia? E quando corrigi, fi-lo com mansidão ou com ira?

  7. A minha caridade começa em casa — com o cônjuge, os filhos, os pais — ou reservo a gentileza para os de fora e a impaciência para os de dentro?

Oração

Senhor, fazei do meu coração uma fornalha de caridade. Que eu ame não com palavras, mas com obras e em verdade.

Que eu saiba dar o que custa, perdoar sem cobrar, servir sem esperar retorno. Que eu comece por quem está perto — o cônjuge, o filho, o colega, o vizinho — antes de sonhar com a humanidade distante.

Limpai as lentes dos meus olhos para que eu veja o próximo como Vós o vedes: não com os olhos de Simão, mas com os Vossos.

Como Francisco, que abracei o que me repugna. Como Bernardo, que eu ame sem medida. Como a viúva pobre, que eu dê tudo. Como Vós na cruz, que eu diga: está consumado.

Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele.

Amém.

Caritas est amicitia quaedam hominis ad Deum.
A caridade é uma certa amizade do homem com Deus.
Descobre qual virtude mais precisas trabalhar.
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